Na respiração
diafragmática:
O ar também entra pelo
nariz e sai pela boca, porém fica uma parte de ar retida
na porção inferior dos pulmões (cerca de
30%), parte esta geralmente não utilizada, pois a musculatura
diafragmática os comprime, fazendo com que essa pequena área
não seja aproveitada. A respiração diafragmática
traz inúmeros benefícios, dentre os quais os três
principais são:
-
Tornar possível o catatonismo (ficar em "estado
de morto" por vários dias, onde o coração
bate de 4 a uma vez por minuto);
-
Retardar o processo de queima de oxigênio,
desacelerando os batimento cardíaco;
-
O mais importante, energizar o corpo,
regularizando a força
vital, formando assim, uma espécie de camada protetora,
dificultando o contágio de doenças que debilitam
o sistema imunológico.
A respiração com o baixo ventre faz com que o
oxigênio que entra se concentre, energizando esse local.
Posteriormente essa energia é transferida para os demais órgãos
do corpo, como o cérebro, coração, intestinos
etc., regularizando e equilibrando os chakras de cada elemento.
HISTÓRIA INDIANA
Existe uma antiga história indiana que ilustra bem a
importância da respiração. Conta-se que todos
os sentidos estavam brigando entre si para determinar qual deles
era o mais importante. Sem conseguir resolver o dilema, foram
até Brahma - o criador na mitologia hindu - e lhe perguntaram: "Dentre
nós, qual é o mais importante?" Brahma então
respondeu: "O mais importante é aquele cujo afastamento
faça o corpo piorar."
Assim, os sentidos decidiram que cada
um se afastaria por um ano para que os outros pudessem avaliar
o efeito de sua ausência.
A Fala se afastou e ao voltar após um ano perguntou: "Como
vocês viveram sem mim?" Os outros sentidos responderam: "Como
os mudos: não falando com a língua mas vendo com
os olhos, ouvindo com os ouvidos, respirando com a respiração,
conhecendo com a mente, gerando com o sêmem. Assim vivemos." E
a língua retornou ao seu lugar.
Então afastou-se a visão, mas os outros viveram
como os cegos. Depois, foi a vez da audição e todos
viveram como os surdos. Quando o sêmem se afastou, os sentidos
viveram como os impotentes. E foi a vez da mente afastar-se.
Por um ano foi possível viver como os loucos, sem conhecer
com a mente mas falando com a fala, vendo com os olhos, ouvindo
com os ouvidos, gerando com o sêmem e respirando com a
respiração.
Por fim, chegou a vez da respiração. Ao afastar-se
rompeu os demais sentidos e o corpo virou uma grande confusão.
Então, todos os outros sentidos lhe pediram: "Não
partas senhora pois não poderemos viver sem vós."
E assim é. A respiração alimenta todos
os nossos sentidos, nossas funções orgânicas,
células, órgãos e etc. Ela é o que
nos mantém vivos. Respirar foi a primeira coisa que fizemos
ao entrar nesse mundo e a última que iremos fazer. Apesar
de não nos darmos conta, a respiração está intimamente
associada às nossas emoções e padrões
de comportamento. Observe como ela muda, tornando-se curta e
superficial, quando estamos ansiosos ou com medo. Quando pensamos
em algo bom ela se expande e aprofunda.
Os antigos mestres do Yoga sabiam disso
e começaram a
testar diferentes tipos de respirações e a analisar
seus efeitos. Foi assim que desenvolveram os exercícios
respiratórios do Yoga que chamamos de pránáyáma.
Prana significa alento ou energia vital
e yáma significa
domínio. Portanto, pránáyáma é o
domínio da bioenergia.
Respiramos cerca de 20.000 vezes num dia.
Em cada respiração,
absorvemos por volta de 300 ml de ar. Mas nossos pulmões
foram planejados para muito mais pois a capacidade pulmonar de
um adulto é de cerca de 4 litros. Nossa respiração
cotidiana movimenta apenas 10% do que nossos pulmões comportam.
Assim, nosso corpo e nossa mente funcionam com uma quantidade
de combustível bem menor do que necessitam e jamais poderemos
expressar plenamente nossos potenciais e viver uma vida realmente
saudável se não aumentarmos nossa absorção
de oxigênio.
O PRANAYAMA: O Controle
Básico
da Respiração
Introdução
Prana tem sido traduzido como "respiração".
Na atualidade, a palavra sânscrito 'Prana' significa 'força
vital' ou 'energia vital'. De fato, Pranayama clássico
com o ciclo de inalação/retenção/expiração
ensina que durante a fase de retenção, o praticante
deve conscientemente reter o prana, e então soltar o oxigênio
descarregadode prana durante a exalação, armazenando
o prana no chakra do plexo solar.
Pranayama é a 'ciência do prana', sendo base da
Hatha Yoga e deve ser estudado por qualquer um no caminho espiritual,
ocidental ou oriental, mas pelo fato de termos inúmeros
livros e vasta informação sobre esta arte, iremos
nos reter no aspecto prático de alguns exercícios
básicos.
Reflitam sobre alguns ditos hindus:
Sobre a Imobilidade do Corpo:
"O corpo deve ser treinado para se manter em estado inerte,
por um tempo prolongado sem desconforto ou dor”.
- Nadabindu Upanishad 3.3.1
"No samadhi todos os sentidos param de funcionar, e o corpo
permanece sem movimentos, como um pedaço de madeira”.
- Nadabindu Upanishad 3.3.1
"A asana, quando dominada, pode destruir todos as doenças
e até assimilar venenos. Se não for possível
dominar todas, domine somente uma e sinta-se à vontade
com ela”.
- Shadilyopanishad 1.3.12-13
Sobre o Controle da Respiração:
"Respiração é Vida. Aquele que controla
a respiração controla a vida”.
"Quando o Pranayama é alcançado e conquistado,
o praticante ganha ascendência sobre a morte".
"Prana, o sopro vital, é nascido no Ser. Como uma
pessoa e sua sombra, o Ser e o Prana são inseparáveis.
Prana entra no corpo no nascimento, mas não morre com
o corpo” - Prana Upanishad.
"O sábio fala não pelos sensos da fala, visão,
audição e tato, mas por um grupo de Pranas, pois
todos estes sensos são manifestações do
Prana”.
- Charakha Samhita
"Primeiro assuma uma postura Yoga (asana); mantenha o corpo
ereto, fixe os olhos e deixe as mandíbulas relaxadas de
modo que os dentes superiores não toquem os inferiores.
Abaixe a língua. Use o segurador de queixo (jallunderbandha)
e a sua mão direita para respirar através da narina
que escolher; mantenha o corpo imóvel e a mente à vontade.
Então pratique o Pranayama”.
Sobre os reflexos do controle da Imobilidade e da Respiração
sobre o controle da Mente:
"A postura ajuda a manter a mente calma” - Tantrarajatantra
27, 59.
"Quando a respiração está controlada,
a mente está controlada".
- Charakha Samhita
"Há duas causas da divagação da mente:
(1) Vasanas - desejos produzidos por impressões latentes
das sensações, e (2) - respiração.
Se houver controle de uma, a outra automaticamente será controlada.
Das duas, a respiração deve ser controlada primeiro”
- Yogakundlyupanishad 1.1-2.
O processo de respiração cria imagens na mente.
Quando é calma, a mente também torna-se calma." -
- Yogakundlyupanishad 89
"A respiração solar leva a transcendência;
a respiração lunar é a doação
da forma à substância. Sua união evoca o
Eterno”.
- Prana Upanisad.
"Quando a respiração é inconstante,
tudo é inconstante, quando a respiração é tranqüila,
tudo é tranqüilo. Controle a respiração
cuidadosamente. Inalação dá força
e um corpo controlado, retenção dá estabilidade
e longevidade, expiração purifica o corpo e o espírito” -
Goraksasathakam.
"O oráculo da respiração revela seus
segredos aqueles que conhecem as chaves. Os elementos na respiração
são conhecidos como fogo, água, terra, ar e ether".
Noções Básicas
Muitos dos antigos Tantras afirmam que
o corpo é um Yantra
e que a respiração é seu mantra. De forma
a facilitar o entendimento deste conceito, a respiração "Bhramari" é um
excelente ponto de partida. É simples, ajuda na concentração
e provê um sentimento de unidade entre o corpo e a respiração,
uma consciência antes de simplesmente uma função
do sistema nervoso autônomo.
Técnica 1 - Bhramari:
Tome uma inspiração profunda, exale todo o ar
dos pulmões, concentrando em contrair os músculos
abdominais para expeli-lo todo. Inale através do nariz
fazendo um som de zunido, como uma abelha. Retenha por alguns
segundos, enquanto se sentir confortável (trabalhe para
que possa se sentir confortável com períodos cada
vez mais extensos de retenção do ar), concentrando
em armazenar a energia vital do ar no plexo solar (Chakra Manipura,
que significa literalmente 'centro da jóia da grande consciência'),
separando assim a energia vital do ar. Então exale, através
do nariz, fazendo um som de zumbido (esta característica
do zumbido é feita pela passagem do ar pelas cordas vocais,
muito simples de ser executado).
Focalize sua mente nos sons durante a
inalação
e exalação e na força vital sendo armazenada
no plexo solar durante a retenção.
Cada inspiração - retenção - exalação
conta com um ciclo. Comece inicialmente com 5 ciclos, aumentando
o número quando dominar a respiração 'Bhramari'
e ela se tornar natural para você.
Técnica 2 - Respiração
Completa:
As maiorias das pessoas respiram rasamente,
e mesmo aqueles que trazem a respiração conscientemente pelo abdômen
podem estar deixando algum detalhe de fora.
Inicialmente exale todo o ar, usando o
abdômen para auxiliá-lo.
Inale profundamente, puxando o ar pela expansão do abdômen.
Continue inalando até preencher de ar todo o pulmão
superior e a região da garganta. Mantenha o rosto relaxado.
Retenha por alguns segundos, ainda com o rosto relaxado. Exale
lentamente, primeiro o ar da parte inferior, depois superior
dos pulmões e finalmente o ar que estiver na região
da garganta. Contraia o abdômen até forçar
todo o ar para fora. Trabalhe para aumentar o tempo de cada fase
de inspiração - retenção - expiração,
sempre que o tempo do ciclo em exercício seja alcançado
de forma natural e não forçada.
Não conte o tempo com um relógio, permita que
seu corpo seja o relógio! A proporção da
inspiração - retenção - expiração
na respiração completa deve ser de 1:1:1.
Técnica 3 - Respiração
Vital:
Muito simples de ser praticada. Energiza
e fortalece os pulmões.
Inspire pelas narinas em movimentos curtos e rápidos,
até os pulmões estarem complemente cheios.
Exale o ar pela boca, enquanto emite um alto som 'AAAAAHHH'.
Mantenha o foco em trazer o prana energizado para dentro durante
a inspiração e para mandar para fora toda a tensão
do corpo, durante a exalação.
Técnica 4 - Kapalabhathi:
Também é fácil de ser dominada. Dentre
outras variações, uma das mais simples é a
seguinte:
Sente na posição de Lótus, ou com as pernas
cruzadas e as costas e pescoço eretos. Inale e mantendo
a boca fechada, espirre. Com a boca fechada, a parte inferior
do abdômen irá inchar.
Retorne-a imediatamente a posição inicial. Comece
com ciclos de dez a quinze e gradualmente suba até ciclos
de 50 respirações, naturalmente e sem forçar.
Você não deverá sentir nada na parte superior
dos pulmões ou na área da garganta. Pode ser usada
com grande benefícios por fumantes e asmáticos.
A atenção deve ser focada na área do plexo
solar. Após um ciclo completo, permanece quieto e observe
as mudanças físicas e mentais em si mesmo.
Técnica 5 - PRANA-VAYU RASA:
Também chamada de ciclo vigoroso. Um ciclo de respiração
restauradora. Deve ser executada de pé, com olhos fechados
ou voltados para cima, com atenção focada no região
do terceiro olho (chakra Ajna), localizada no meio da testa.
-
Inale, prenda o ar nos pulmões. Cruze os braços
duas vezes para trás e para frente, vigorosamente.
Exale.
-
Inale. Cruze os braços à frente, com antebraços
estendidos perpendicularmente ao corpo. Balance-os lateralmente
para a esquerda e direita, duas vezes, na altura natural dos
ombros. Exale e deixe os braços caírem.
-
Inale. Balance os braços paralelamente ao corpo, para
cima e para baixo duas vezes de forma a ultrapassarem levemente
o limite das costas. Exale e deixe os braços caírem.
-
Inale. Retenha o fôlego novamente. Estique vagarosamente
os braços para frente. Segure com as mãos no punho
e volte os braços até tocar no peito. Sacuda o
corpo inteiro. Exale enquanto deixa os braços caírem.
-
Inale. Balance os braços sobre a cabeça e dobre
o corpo para a direita a partir da cintura, sem dobrar o peito.
Concentre nas partes que estão sendo alongadas. Exale
enquanto volta à posição normal. Repita
a operação para a esquerda.
-
Inale. Segure o fôlego e massageie
as costelas. Exale.
-
Inale. Segure o fôlego, bata com as mãos fechadas
nos músculos peitorais. Exale.
Nota: A idéia de recarregar prana é liberar força
vital individual (Atman) e uni-la com a força vital
universal (Brahman).
Técnica 6 - PRANA-SUKHA / Respiração
curativa:
Literalmente, "respiração da alegria, força
vital alegrante". Esta respiração é a
mais simples extensão do prana a um ritmo. O praticante
deve conscientemente alterar o tempo desprendido em cada parte
dos ciclos de respiração. O ritmo do Prana Sukha é dito
ser perfeito para extração de força vital
da atmosfera. A razão da inspiração - retenção
- expiração deve ser de 1:4:2.
A inalação estabelece pela razão exposta
o tempo das fases de retenção e exalação
de cada ciclo, ou seja, retêm-se o ar por um tempo quatro
vezes maior que gasto na inalação e expele-se o
ar no tempo duas vezes maior que o da inalação.
Deve-se iniciar com inalações quase similares
as da respiração involuntária e ir aumentando
o tempo, sempre respeitando que o exercício deve ser confortável
e não forçado.
IMPORTANTE: não conte mentalmente ou verbalmente os tamanhos
das fases para estabelecer o ritmo. Contagem é um processo
lógico que interfere com a prática abstrata da
medicação. Meça o ritmo focando a mente
nos ruídos da inspiração e expiração
durante a respiração e se necessário pelas
batidas do coração durante a retenção.
Ter um ritmo pela audição é ideal e ajuda
a unir corpo e mente. O Gheranda Samhita sugere: "Ao entrar,
a inspiração faz o som 'SOH' e ao sair o som 'HAM'.
Assim a respiração profere a palavra de poder 'SOHAM'
(ou EU SOU). O som sutil reverbera no chakra da raiz, do coração
e do terceiro olho. O Yogi deverá perfazer esta repetição
conscientemente".
Outro processo de medida do ritmo é pela concentração
no mantra AUM, ou qualquer outro de preferência do praticante,
que deve sentir o ritmo a cada mantra.
Técnica 7:
Sente-se ereto na posição de lótus ou com
a pernas cruzadas. Costas e cabeças eretos. O ritmo da
respiração/retenção/expiração
pode ser 1/1/1 ou 1/4/2, como na respiração de
cura ensinada anteriormente.
-
Pegue a mão direita, dedos indicador e médios
dobrados até a palma da mão.
-
Coloque a mão sobre o nariz.
Exale.
-
Feche a narina direita com o polegar direito. Inale pela narina
esquerda, focando mentalmente no fluxo do ar e na energia vital
entrando.
-
Use o polegar e o dedo anelar para fechar ambas as narinas.
Retenha.
-
Solte o polegar e expire pela narina direita, mantendo a narina
esquerda fechada pelo dedo anelar.
-
Inale pela narina direita, focando a mente como anteriormente.
-
Feche ambas as narinas e retenha.
-
Exale pela narina esquerda, soltando o dedo anelar.
Isto constitui um ciclo completo da respiração
Solar/Lunar. Comece com 5 a 10 repetições por ciclo,
trabalhando para aumentar gradualmente as repetições
por ciclo, mas sem forçar ao nível do desconforto.
Técnica 8 - Respiração
Abdominal
-
Deite-se de costas com os joelhos flexionados
e os pés
apoiados no chão.
-
Esvazie completamente os pulmões e comece a inspirar levando
o ar para o abdômen, projetando-o para cima.
-
O peito permanece vazio, sem se mover.
Faça uma pequena
pausa com os pulmões cheios.
-
Agora, esvazie os pulmões puxando o abdômen
para dentro.
Quando você se sentir mais tranqüilo, expanda sua
respiração deixando que o ar entre suavemente na
região das costelas e peito.

Essa respiração vai oxigenar o cérebro,
tranquilizar emoções e pensamentos e, quando praticada à noite,
auxilia a dormir com mais facilidade e descansar mais durante
o sono.
Técnica 9 - Inspiração
Alternada
-
Com o dedo médio da mão
direita obstrua a narina direita.
-
Inspire lenta e profundamente pela narina esquerda.
-
Solte o ar pelas duas narinas.
-
Obstrua a narina esquerda e inspire pela direita.
-
Solte o ar por ambas as narinas.
-
Repita todo o processo várias vezes e termine após
inspirar pela narina direita.
Este exercício ativa cada um dos hemisférios cerebrais,
sincronizando-os. Use esta respiração quando sentir
que seus pensamentos estão confusos ou quando a mente
estiver muito agitada.
Técnica 10 - Respiração
Longa e Profunda
Esta respiração é ensinada primeiro porque
com ela você pode tomar consciência da distenção
e contração do diafragma, e depois a respiração
do fogo pode se tornar mais natural.
Sentando-se
com as pernas cruzadas na respiração
longa e profunda você preenche primeiro a área abdominal
inalando o ar para baixo, pressionando o ar acada vez mais para
as áreas mais baixas.
Arqueando
o seu corpo um pouco para frente, com as mãos
sobre os joelhos, com os braços estirados pressionando
as palmas para dentro contra os joelhos. A cavidade do peito
se abrirá para frente para que você possa por alguma
pressão em seus pulmões, não só na área
abdominal como também preencher a parte superior na área
do peito e, finalmente, por causa do arco na coluna, a parte
superior de seus pulmões serão inflados sem que
você tenha a necessiadade de abrir a caixa toráxica
ou elevar os seus ombros.
Com os
pulmões cheios, prenda a respiração
e pressione seus ombros para trás para expandir o peito
para fora para que a pressão total do diafragma seja sentida.
E depois contraia todo o diafragma da parte superior do peito
para o abdômen espremendo o ar para fora.
Respirando
desta maneira pelas narinas por várias respirações,
o fluxo da consciência da energia (prana) pelo diafragma
pode ser sentido pressionando para baixo e distendendo o ar para
a região inferior dos pulmões, onde a maior parte
do sangue circula, e então enchendo para cima a parte
do peito e das costas para a frente e para a parte superior dos
pulmões.
A pressão nos pulmões em todas as áreas
também gera energia em todas as terminações
nervosas, e assim, todo o corpo é afetado tanto com a
respiração quanto com a pressão dos nervos.
Quando
a Respiração longa e profunda é feita
desta maneira, o foco nos músculos do abdômen, peito
e ombros envolvidos na respiração começa
a retroceder uqando o movimento de fole do diafragma é sentido.
Técnica 11 - Respiração
do Fogo (Agni-Prasana)
Uma respiração de limpeza e energização
movida pelas contrações abdominais
Depois que o diafragma é sentido na respiração
longa e profunda, existem duas maneiras de se obter a Respiração
do Fogo, onde o ar é inspirado e bombeado para fora com
rítmo, como um fole sem que qualquer tensão seja
sentida nos músculos abdominais, peito e músculos
da caixa toráxica ou ombros que permanecem relaxados durante
a respiração para que você consiga continuar
no rítmo indefnidamente sem qualquer esforço.
Um modo bom para se começar a Respiração
do Fogo é pela Respiração Longa e Profunda;
e logo que os seus pulmões estão cheios e completamente
extendidos, como descrito acima, para expulsar o ar imediatamente
e assim que o ar estiver completamente fora, imediatamente expanda
os seus pulmões novamente enchendo-os plenamente. E a
cada vez, arqueando a sua coluna para frente e pressionando as
palmas das mãos para dentro nos joelhos para que você sinta
suavemente o diafragma enchendo os seus pulmões das costas
para a frente, e depois, contraindo novamente.
A cada respiração você expande um pouco
mais ráido e contrai um pouco mais rápido até,
sem expandir ou contrair completamente, você sente um rítmo
se estabelecendo e se firmando. Quando você pega este rítmo,
você logo perceberá que ele se estabelece e você simplesmente "é respirado",
i.e., a coisa acontece naturalmente sem qualquer esforço.
A Respiração do Fogo 'carregará 'por completo
todo o seu sistema nervoso, forçando as glândulas
a secretarem e a purificar o seu sangue. E quando isto é feito
juntamente com determinadas posturas e movimentos que colocarão
contrações (pressões) ou expanções
(liberação) nos plexos neurais e centros glandulares;
o fogo terá sido produzido nestas áreas e você estará completamente
carregado.
Quando uma área se torna carregada, o flúido seminal é liberado
na corrente sanguínea e flui para aquelas áreas
para que elas , gradualmente, mantenham aquela carga e a pressão
prânica levando-a para todo o corpo convertendo Bindu (energia
Rajastica) em Ojas (energia Satívica), que enche e permeia
todo o seu corpo e mente.
Gradativamente, em poucas semanas todo
o seu corpo se torna equilibrado com uma força dinâmica interna. E à medida
que esta carga é construída e polarizada, a mente
se torna firme, límpida e brilhante criando uma sensação
de 'radiação sentida dentro, em volta e por todo
o seu corpo e cabeça. Sua mente se torna mais receptiva
e aberta para você notar uma conecção automática
entre seus objetivos e experiências e a plena satisfação
delas. Um sentimento de Unicidade e completude começará a
emergir como uma realidade cada vez mais clara e presente.
Aos poucos também, as tendências da mente em relação
ao físico e ao mental começarão a desaparecer
e você hospeda em sua presença satívica (
sem a noção egóica do "eu" ou "meu")
o Coração Radiante Auto-Emanador, onde o "EU
SOU" é a Verdad simples. e única.
A prática da Kundalini Yoga com a consciência natural
e rítmica do diafrágmanas Respirações
Longa e Profunda e Respiração do Fogo permite que
as posturas e Kriyas façam os msiores e mais completos
efeitos para trazer o campo satívico a um ponto onde o
Self reflete a Si-mesmo e se hospeda naturalmente em sua Natureza
Verdadeira - Sat Nam.
Técnica 12 – Respiração
Completa
A respiração começa a ser treinada tornando-se
mais lenta e regular, proporcionando um inspirar e expirar mais
longo e profundo. Veja os três tipos de respiração:
- ABDOMINAL (baixa)
- INTERCOSTAL (média)
- SUBCLAVICULAR (alta)
Controlando os três tipos de respiração,
obteremos uma respiração total e completa. Cabe
a nós obtermos o melhor para o nosso organismo.
Respiração
Baixa:
Para nos educarmos numa respiração abdominal correta,
vamos sentir que na medida em que o ar entra em nossos pulmões
nosso abdômen se dilata e o ar vai preencher, assim, a
parte baixa do tórax. Coloquemos uma das mãos sobre
o abdômen para sentirmos melhor o movimento. Procuremos
fazer este exercício evitando qualquer movimento torácico
superior. Dominemos inspirando e lançando a parte abdominal
para fora e, ao expirar, parte abdominal para dentro.
Respiração Média:
Procure dominar a respiração média dilatando
as costelas ao inspirar. Coloque as mãos dos lados das
costelas, com os dedos voltados para frente, de forma que quando
os pulmões estiverem vazios os dedos quase se toquem na
frente e quando cheios, afastam-se, pois as mãos são
empurradas pelas costelas que se dilatam lateralmente. Sem movimentar
a parte baixa do abdômen, ao inspirar, as costelas devem
se afastar empurrando as mãos cujos dedos se distanciam.
Isso servirá para medirmos nossa capacidade pulmonar.
Cuide para que durante o exercício respiratório
não esteja fazendo movimento nem com o abdômen nem
com o alto do tórax.
Respiração
Superior:
A respiração alta é, sem duvida, a pior
forma de respirar que se conhece e exige maiores dispêndios
de energia com menor soma de proveito. É muito freqüente
nas mulheres porem, em ambos os sexos sempre que há contrações
mais ou menos inconscientes dos músculos abdominais como
conseqüência de estados de tensão, angustia,
etc. Domina-se dilatando a parte alta dos pulmões.
Respiração
Completa:
Inspire dilatando o abdômen, continue a mesma inspiração
no mesmo ritmo e dilate a parte media afastando as costelas.
Continue a mesma inspiração e dilate agora a pane
alta dos pulmões. Retenha um pouco Expire de forma inversa,
solte o ar da parte alta, depois da parte média e por
fim da parte baixa do tórax. |