AMAR O PRÓXIMO
COMO A SÍ MESMO
Quebre a barreira do mínimo, há muito trabalho, erga as asas da sabedoria e do amor para ajudar nossos irmãos e irmãs que tanto precisam.
         Reiki é um tratamento que utiliza uma técnica de imposição das mãos. Atua com resultados concretos na ansiedade, stress, depressão, insonia, medo, insegurança, assim como nos órgãos, tecidos e sistemas. O Reiki é preventivo e harmonizador, agindo sempre na causa dos problemas.
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A HISTÓRIA DO REIKI
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PRANAYAMA
 
  RESPIRAÇÕES

Aprender uma técnica de respiração pode melhorar o seu desempenho ou mesmo vir a ser energética, aliviadora de tensão e até uma experiência espiritual. A fim de ganharem mais resistência, energia e proporcionarem o menor gasto das forças vitais, os monges do Tibete, por volta de 2.000 a 2.500 anos a.C. aperfeiçoaram o sistema de respiração para utilizarem em suas tarefas diárias.

Como respiramos normalmente:

Por natureza, inspiramos pelo nariz e expiramos pela boca, utilizando os pulmões. Muitas pessoas mantêm o estômago succionado para dentro, apertada e continuamente, dessa forma não se aproveitando da expansão da barriga com uma maior obtenção de ar a cada respiração. Como resultado, a maioria das pessoas respiram muito raso, usando somente os ombros/clavículas e a caixa das costelas para inflar e exalar.

 

Na respiração diafragmática:

O ar também entra pelo nariz e sai pela boca, porém fica uma parte de ar retida na porção inferior dos pulmões (cerca de 30%), parte esta geralmente não utilizada, pois a musculatura diafragmática os comprime, fazendo com que essa pequena área não seja aproveitada. A respiração diafragmática traz inúmeros benefícios, dentre os quais os três principais são:

  1. Tornar possível o catatonismo (ficar em "estado de morto" por vários dias, onde o coração bate de 4 a uma vez por minuto);
  2. Retardar o processo de queima de oxigênio, desacelerando os batimento cardíaco;
  3. O mais importante, energizar o corpo, regularizando a força vital, formando assim, uma espécie de camada protetora, dificultando o contágio de doenças que debilitam o sistema imunológico.

A respiração com o baixo ventre faz com que o oxigênio que entra se concentre, energizando esse local. Posteriormente essa energia é transferida para os demais órgãos do corpo, como o cérebro, coração, intestinos etc., regularizando e equilibrando os chakras de cada elemento.

HISTÓRIA INDIANA

Existe uma antiga história indiana que ilustra bem a importância da respiração. Conta-se que todos os sentidos estavam brigando entre si para determinar qual deles era o mais importante. Sem conseguir resolver o dilema, foram até Brahma - o criador na mitologia hindu - e lhe perguntaram: "Dentre nós, qual é o mais importante?" Brahma então respondeu: "O mais importante é aquele cujo afastamento faça o corpo piorar."

Assim, os sentidos decidiram que cada um se afastaria por um ano para que os outros pudessem avaliar o efeito de sua ausência. A Fala se afastou e ao voltar após um ano perguntou: "Como vocês viveram sem mim?" Os outros sentidos responderam: "Como os mudos: não falando com a língua mas vendo com os olhos, ouvindo com os ouvidos, respirando com a respiração, conhecendo com a mente, gerando com o sêmem. Assim vivemos." E a língua retornou ao seu lugar.

Então afastou-se a visão, mas os outros viveram como os cegos. Depois, foi a vez da audição e todos viveram como os surdos. Quando o sêmem se afastou, os sentidos viveram como os impotentes. E foi a vez da mente afastar-se. Por um ano foi possível viver como os loucos, sem conhecer com a mente mas falando com a fala, vendo com os olhos, ouvindo com os ouvidos, gerando com o sêmem e respirando com a respiração.

Por fim, chegou a vez da respiração. Ao afastar-se rompeu os demais sentidos e o corpo virou uma grande confusão. Então, todos os outros sentidos lhe pediram: "Não partas senhora pois não poderemos viver sem vós."

E assim é. A respiração alimenta todos os nossos sentidos, nossas funções orgânicas, células, órgãos e etc. Ela é o que nos mantém vivos. Respirar foi a primeira coisa que fizemos ao entrar nesse mundo e a última que iremos fazer. Apesar de não nos darmos conta, a respiração está intimamente associada às nossas emoções e padrões de comportamento. Observe como ela muda, tornando-se curta e superficial, quando estamos ansiosos ou com medo. Quando pensamos em algo bom ela se expande e aprofunda.

Os antigos mestres do Yoga sabiam disso e começaram a testar diferentes tipos de respirações e a analisar seus efeitos. Foi assim que desenvolveram os exercícios respiratórios do Yoga que chamamos de pránáyáma.

Prana significa alento ou energia vital e yáma significa domínio. Portanto, pránáyáma é o domínio da bioenergia.

Respiramos cerca de 20.000 vezes num dia. Em cada respiração, absorvemos por volta de 300 ml de ar. Mas nossos pulmões foram planejados para muito mais pois a capacidade pulmonar de um adulto é de cerca de 4 litros. Nossa respiração cotidiana movimenta apenas 10% do que nossos pulmões comportam. Assim, nosso corpo e nossa mente funcionam com uma quantidade de combustível bem menor do que necessitam e jamais poderemos expressar plenamente nossos potenciais e viver uma vida realmente saudável se não aumentarmos nossa absorção de oxigênio.

O PRANAYAMA: O Controle Básico da Respiração

Introdução

Prana tem sido traduzido como "respiração". Na atualidade, a palavra sânscrito 'Prana' significa 'força vital' ou 'energia vital'. De fato, Pranayama clássico com o ciclo de inalação/retenção/expiração ensina que durante a fase de retenção, o praticante deve conscientemente reter o prana, e então soltar o oxigênio descarregadode prana durante a exalação, armazenando o prana no chakra do plexo solar.

Pranayama é a 'ciência do prana', sendo base da Hatha Yoga e deve ser estudado por qualquer um no caminho espiritual, ocidental ou oriental, mas pelo fato de termos inúmeros livros e vasta informação sobre esta arte, iremos nos reter no aspecto prático de alguns exercícios básicos.

Reflitam sobre alguns ditos hindus:
Sobre a Imobilidade do Corpo:

"O corpo deve ser treinado para se manter em estado inerte, por um tempo prolongado sem desconforto ou dor”.
- Nadabindu Upanishad 3.3.1

"No samadhi todos os sentidos param de funcionar, e o corpo permanece sem movimentos, como um pedaço de madeira”.
- Nadabindu Upanishad 3.3.1

"A asana, quando dominada, pode destruir todos as doenças e até assimilar venenos. Se não for possível dominar todas, domine somente uma e sinta-se à vontade com ela”.
- Shadilyopanishad 1.3.12-13

Sobre o Controle da Respiração:

"Respiração é Vida. Aquele que controla a respiração controla a vida”.

"Quando o Pranayama é alcançado e conquistado, o praticante ganha ascendência sobre a morte".

"Prana, o sopro vital, é nascido no Ser. Como uma pessoa e sua sombra, o Ser e o Prana são inseparáveis. Prana entra no corpo no nascimento, mas não morre com o corpo” - Prana Upanishad.

"O sábio fala não pelos sensos da fala, visão, audição e tato, mas por um grupo de Pranas, pois todos estes sensos são manifestações do Prana”.
- Charakha Samhita

"Primeiro assuma uma postura Yoga (asana); mantenha o corpo ereto, fixe os olhos e deixe as mandíbulas relaxadas de modo que os dentes superiores não toquem os inferiores. Abaixe a língua. Use o segurador de queixo (jallunderbandha) e a sua mão direita para respirar através da narina que escolher; mantenha o corpo imóvel e a mente à vontade. Então pratique o Pranayama”.
Sobre os reflexos do controle da Imobilidade e da Respiração sobre o controle da Mente:
"A postura ajuda a manter a mente calma” - Tantrarajatantra 27, 59.
"Quando a respiração está controlada, a mente está controlada".
- Charakha Samhita

"Há duas causas da divagação da mente: (1) Vasanas - desejos produzidos por impressões latentes das sensações, e (2) - respiração. Se houver controle de uma, a outra automaticamente será controlada. Das duas, a respiração deve ser controlada primeiro”
- Yogakundlyupanishad 1.1-2.

O processo de respiração cria imagens na mente. Quando é calma, a mente também torna-se calma." - - Yogakundlyupanishad 89

"A respiração solar leva a transcendência; a respiração lunar é a doação da forma à substância. Sua união evoca o Eterno”.
- Prana Upanisad.

"Quando a respiração é inconstante, tudo é inconstante, quando a respiração é tranqüila, tudo é tranqüilo. Controle a respiração cuidadosamente. Inalação dá força e um corpo controlado, retenção dá estabilidade e longevidade, expiração purifica o corpo e o espírito” - Goraksasathakam.

"O oráculo da respiração revela seus segredos aqueles que conhecem as chaves. Os elementos na respiração são conhecidos como fogo, água, terra, ar e ether".

Noções Básicas

Muitos dos antigos Tantras afirmam que o corpo é um Yantra e que a respiração é seu mantra. De forma a facilitar o entendimento deste conceito, a respiração "Bhramari" é um excelente ponto de partida. É simples, ajuda na concentração e provê um sentimento de unidade entre o corpo e a respiração, uma consciência antes de simplesmente uma função do sistema nervoso autônomo.

Técnica 1 - Bhramari:

Tome uma inspiração profunda, exale todo o ar dos pulmões, concentrando em contrair os músculos abdominais para expeli-lo todo. Inale através do nariz fazendo um som de zunido, como uma abelha. Retenha por alguns segundos, enquanto se sentir confortável (trabalhe para que possa se sentir confortável com períodos cada vez mais extensos de retenção do ar), concentrando em armazenar a energia vital do ar no plexo solar (Chakra Manipura, que significa literalmente 'centro da jóia da grande consciência'), separando assim a energia vital do ar. Então exale, através do nariz, fazendo um som de zumbido (esta característica do zumbido é feita pela passagem do ar pelas cordas vocais, muito simples de ser executado).

Focalize sua mente nos sons durante a inalação e exalação e na força vital sendo armazenada no plexo solar durante a retenção.

Cada inspiração - retenção - exalação conta com um ciclo. Comece inicialmente com 5 ciclos, aumentando o número quando dominar a respiração 'Bhramari' e ela se tornar natural para você.

Técnica 2 - Respiração Completa:

As maiorias das pessoas respiram rasamente, e mesmo aqueles que trazem a respiração conscientemente pelo abdômen podem estar deixando algum detalhe de fora.

Inicialmente exale todo o ar, usando o abdômen para auxiliá-lo. Inale profundamente, puxando o ar pela expansão do abdômen. Continue inalando até preencher de ar todo o pulmão superior e a região da garganta. Mantenha o rosto relaxado. Retenha por alguns segundos, ainda com o rosto relaxado. Exale lentamente, primeiro o ar da parte inferior, depois superior dos pulmões e finalmente o ar que estiver na região da garganta. Contraia o abdômen até forçar todo o ar para fora. Trabalhe para aumentar o tempo de cada fase de inspiração - retenção - expiração, sempre que o tempo do ciclo em exercício seja alcançado de forma natural e não forçada.

Não conte o tempo com um relógio, permita que seu corpo seja o relógio! A proporção da inspiração - retenção - expiração na respiração completa deve ser de 1:1:1.

Técnica 3 - Respiração Vital:

Muito simples de ser praticada. Energiza e fortalece os pulmões. Inspire pelas narinas em movimentos curtos e rápidos, até os pulmões estarem complemente cheios.

Exale o ar pela boca, enquanto emite um alto som 'AAAAAHHH'.
Mantenha o foco em trazer o prana energizado para dentro durante a inspiração e para mandar para fora toda a tensão do corpo, durante a exalação.

Técnica 4 - Kapalabhathi:

Também é fácil de ser dominada. Dentre outras variações, uma das mais simples é a seguinte:
Sente na posição de Lótus, ou com as pernas cruzadas e as costas e pescoço eretos. Inale e mantendo a boca fechada, espirre. Com a boca fechada, a parte inferior do abdômen irá inchar.

Retorne-a imediatamente a posição inicial. Comece com ciclos de dez a quinze e gradualmente suba até ciclos de 50 respirações, naturalmente e sem forçar. Você não deverá sentir nada na parte superior dos pulmões ou na área da garganta. Pode ser usada com grande benefícios por fumantes e asmáticos. A atenção deve ser focada na área do plexo solar. Após um ciclo completo, permanece quieto e observe as mudanças físicas e mentais em si mesmo.

Técnica 5 - PRANA-VAYU RASA:

Também chamada de ciclo vigoroso. Um ciclo de respiração restauradora. Deve ser executada de pé, com olhos fechados ou voltados para cima, com atenção focada no região do terceiro olho (chakra Ajna), localizada no meio da testa.

  1. Inale, prenda o ar nos pulmões. Cruze os braços duas vezes para trás e para frente, vigorosamente. Exale.
  2. Inale. Cruze os braços à frente, com antebraços estendidos perpendicularmente ao corpo. Balance-os lateralmente para a esquerda e direita, duas vezes, na altura natural dos ombros. Exale e deixe os braços caírem.
  3. Inale. Balance os braços paralelamente ao corpo, para cima e para baixo duas vezes de forma a ultrapassarem levemente o limite das costas. Exale e deixe os braços caírem.
  4. Inale. Retenha o fôlego novamente. Estique vagarosamente os braços para frente. Segure com as mãos no punho e volte os braços até tocar no peito. Sacuda o corpo inteiro. Exale enquanto deixa os braços caírem.
  5. Inale. Balance os braços sobre a cabeça e dobre o corpo para a direita a partir da cintura, sem dobrar o peito. Concentre nas partes que estão sendo alongadas. Exale enquanto volta à posição normal. Repita a operação para a esquerda.
  6. Inale. Segure o fôlego e massageie as costelas. Exale.
  7. Inale. Segure o fôlego, bata com as mãos fechadas nos músculos peitorais. Exale.
    Nota: A idéia de recarregar prana é liberar força vital individual (Atman) e uni-la com a força vital universal (Brahman).

Técnica 6 - PRANA-SUKHA / Respiração curativa:

Literalmente, "respiração da alegria, força vital alegrante". Esta respiração é a mais simples extensão do prana a um ritmo. O praticante deve conscientemente alterar o tempo desprendido em cada parte dos ciclos de respiração. O ritmo do Prana Sukha é dito ser perfeito para extração de força vital da atmosfera. A razão da inspiração - retenção - expiração deve ser de 1:4:2.

A inalação estabelece pela razão exposta o tempo das fases de retenção e exalação de cada ciclo, ou seja, retêm-se o ar por um tempo quatro vezes maior que gasto na inalação e expele-se o ar no tempo duas vezes maior que o da inalação.

Deve-se iniciar com inalações quase similares as da respiração involuntária e ir aumentando o tempo, sempre respeitando que o exercício deve ser confortável e não forçado.

IMPORTANTE: não conte mentalmente ou verbalmente os tamanhos das fases para estabelecer o ritmo. Contagem é um processo lógico que interfere com a prática abstrata da medicação. Meça o ritmo focando a mente nos ruídos da inspiração e expiração durante a respiração e se necessário pelas batidas do coração durante a retenção. Ter um ritmo pela audição é ideal e ajuda a unir corpo e mente. O Gheranda Samhita sugere: "Ao entrar, a inspiração faz o som 'SOH' e ao sair o som 'HAM'. Assim a respiração profere a palavra de poder 'SOHAM' (ou EU SOU). O som sutil reverbera no chakra da raiz, do coração e do terceiro olho. O Yogi deverá perfazer esta repetição conscientemente".

Outro processo de medida do ritmo é pela concentração no mantra AUM, ou qualquer outro de preferência do praticante, que deve sentir o ritmo a cada mantra.

Técnica 7:

Sente-se ereto na posição de lótus ou com a pernas cruzadas. Costas e cabeças eretos. O ritmo da respiração/retenção/expiração pode ser 1/1/1 ou 1/4/2, como na respiração de cura ensinada anteriormente.

  1. Pegue a mão direita, dedos indicador e médios dobrados até a palma da mão.
  2. Coloque a mão sobre o nariz. Exale.
  3. Feche a narina direita com o polegar direito. Inale pela narina esquerda, focando mentalmente no fluxo do ar e na energia vital entrando.
  4. Use o polegar e o dedo anelar para fechar ambas as narinas. Retenha.
  5. Solte o polegar e expire pela narina direita, mantendo a narina esquerda fechada pelo dedo anelar.
  6. Inale pela narina direita, focando a mente como anteriormente.
  7. Feche ambas as narinas e retenha.
  8. Exale pela narina esquerda, soltando o dedo anelar.
    Isto constitui um ciclo completo da respiração Solar/Lunar. Comece com 5 a 10 repetições por ciclo, trabalhando para aumentar gradualmente as repetições por ciclo, mas sem forçar ao nível do desconforto.

Técnica 8 - Respiração Abdominal

  1. Deite-se de costas com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão.
  2. Esvazie completamente os pulmões e comece a inspirar levando o ar para o abdômen, projetando-o para cima.
  3. O peito permanece vazio, sem se mover. Faça uma pequena pausa com os pulmões cheios.
  4. Agora, esvazie os pulmões puxando o abdômen para dentro.
    Quando você se sentir mais tranqüilo, expanda sua respiração deixando que o ar entre suavemente na região das costelas e peito.


Essa respiração vai oxigenar o cérebro, tranquilizar emoções e pensamentos e, quando praticada à noite, auxilia a dormir com mais facilidade e descansar mais durante o sono.

Técnica 9 - Inspiração Alternada

  1. Com o dedo médio da mão direita obstrua a narina direita.
  2. Inspire lenta e profundamente pela narina esquerda.
  3. Solte o ar pelas duas narinas.
  4. Obstrua a narina esquerda e inspire pela direita.
  5. Solte o ar por ambas as narinas.
  6. Repita todo o processo várias vezes e termine após inspirar pela narina direita.

Este exercício ativa cada um dos hemisférios cerebrais, sincronizando-os. Use esta respiração quando sentir que seus pensamentos estão confusos ou quando a mente estiver muito agitada.

Técnica 10 - Respiração Longa e Profunda

Esta respiração é ensinada primeiro porque com ela você pode tomar consciência da distenção e contração do diafragma, e depois a respiração do fogo pode se tornar mais natural.

Sentando-se com as pernas cruzadas na respiração longa e profunda você preenche primeiro a área abdominal inalando o ar para baixo, pressionando o ar acada vez mais para as áreas mais baixas.

Arqueando o seu corpo um pouco para frente, com as mãos sobre os joelhos, com os braços estirados pressionando as palmas para dentro contra os joelhos. A cavidade do peito se abrirá para frente para que você possa por alguma pressão em seus pulmões, não só na área abdominal como também preencher a parte superior na área do peito e, finalmente, por causa do arco na coluna, a parte superior de seus pulmões serão inflados sem que você tenha a necessiadade de abrir a caixa toráxica ou elevar os seus ombros.

Com os pulmões cheios, prenda a respiração e pressione seus ombros para trás para expandir o peito para fora para que a pressão total do diafragma seja sentida. E depois contraia todo o diafragma da parte superior do peito para o abdômen espremendo o ar para fora.

Respirando desta maneira pelas narinas por várias respirações, o fluxo da consciência da energia (prana) pelo diafragma pode ser sentido pressionando para baixo e distendendo o ar para a região inferior dos pulmões, onde a maior parte do sangue circula, e então enchendo para cima a parte do peito e das costas para a frente e para a parte superior dos pulmões.

A pressão nos pulmões em todas as áreas também gera energia em todas as terminações nervosas, e assim, todo o corpo é afetado tanto com a respiração quanto com a pressão dos nervos.

Quando a Respiração longa e profunda é feita desta maneira, o foco nos músculos do abdômen, peito e ombros envolvidos na respiração começa a retroceder uqando o movimento de fole do diafragma é sentido.

Técnica 11 - Respiração do Fogo (Agni-Prasana)

Uma respiração de limpeza e energização movida pelas contrações abdominais

Depois que o diafragma é sentido na respiração longa e profunda, existem duas maneiras de se obter a Respiração do Fogo, onde o ar é inspirado e bombeado para fora com rítmo, como um fole sem que qualquer tensão seja sentida nos músculos abdominais, peito e músculos da caixa toráxica ou ombros que permanecem relaxados durante a respiração para que você consiga continuar no rítmo indefnidamente sem qualquer esforço.

Um modo bom para se começar a Respiração do Fogo é pela Respiração Longa e Profunda; e logo que os seus pulmões estão cheios e completamente extendidos, como descrito acima, para expulsar o ar imediatamente e assim que o ar estiver completamente fora, imediatamente expanda os seus pulmões novamente enchendo-os plenamente. E a cada vez, arqueando a sua coluna para frente e pressionando as palmas das mãos para dentro nos joelhos para que você sinta suavemente o diafragma enchendo os seus pulmões das costas para a frente, e depois, contraindo novamente.

A cada respiração você expande um pouco mais ráido e contrai um pouco mais rápido até, sem expandir ou contrair completamente, você sente um rítmo se estabelecendo e se firmando. Quando você pega este rítmo, você logo perceberá que ele se estabelece e você simplesmente "é respirado", i.e., a coisa acontece naturalmente sem qualquer esforço.

A Respiração do Fogo 'carregará 'por completo todo o seu sistema nervoso, forçando as glândulas a secretarem e a purificar o seu sangue. E quando isto é feito juntamente com determinadas posturas e movimentos que colocarão contrações (pressões) ou expanções (liberação) nos plexos neurais e centros glandulares; o fogo terá sido produzido nestas áreas e você estará completamente carregado.

Quando uma área se torna carregada, o flúido seminal é liberado na corrente sanguínea e flui para aquelas áreas para que elas , gradualmente, mantenham aquela carga e a pressão prânica levando-a para todo o corpo convertendo Bindu (energia Rajastica) em Ojas (energia Satívica), que enche e permeia todo o seu corpo e mente.

Gradativamente, em poucas semanas todo o seu corpo se torna equilibrado com uma força dinâmica interna. E à medida que esta carga é construída e polarizada, a mente se torna firme, límpida e brilhante criando uma sensação de 'radiação sentida dentro, em volta e por todo o seu corpo e cabeça. Sua mente se torna mais receptiva e aberta para você notar uma conecção automática entre seus objetivos e experiências e a plena satisfação delas. Um sentimento de Unicidade e completude começará a emergir como uma realidade cada vez mais clara e presente.

Aos poucos também, as tendências da mente em relação ao físico e ao mental começarão a desaparecer e você hospeda em sua presença satívica ( sem a noção egóica do "eu" ou "meu") o Coração Radiante Auto-Emanador, onde o "EU SOU" é a Verdad simples. e única.

A prática da Kundalini Yoga com a consciência natural e rítmica do diafrágmanas Respirações Longa e Profunda e Respiração do Fogo permite que as posturas e Kriyas façam os msiores e mais completos efeitos para trazer o campo satívico a um ponto onde o Self reflete a Si-mesmo e se hospeda naturalmente em sua Natureza Verdadeira - Sat Nam.

Técnica 12 – Respiração Completa

A respiração começa a ser treinada tornando-se mais lenta e regular, proporcionando um inspirar e expirar mais longo e profundo. Veja os três tipos de respiração:

- ABDOMINAL (baixa)
- INTERCOSTAL (média)
- SUBCLAVICULAR (alta)

Controlando os três tipos de respiração, obteremos uma respiração total e completa. Cabe a nós obtermos o melhor para o nosso organismo.

Respiração Baixa:
Para nos educarmos numa respiração abdominal correta, vamos sentir que na medida em que o ar entra em nossos pulmões nosso abdômen se dilata e o ar vai preencher, assim, a parte baixa do tórax. Coloquemos uma das mãos sobre o abdômen para sentirmos melhor o movimento. Procuremos fazer este exercício evitando qualquer movimento torácico superior. Dominemos inspirando e lançando a parte abdominal para fora e, ao expirar, parte abdominal para dentro.

Respiração Média:
Procure dominar a respiração média dilatando as costelas ao inspirar. Coloque as mãos dos lados das costelas, com os dedos voltados para frente, de forma que quando os pulmões estiverem vazios os dedos quase se toquem na frente e quando cheios, afastam-se, pois as mãos são empurradas pelas costelas que se dilatam lateralmente. Sem movimentar a parte baixa do abdômen, ao inspirar, as costelas devem se afastar empurrando as mãos cujos dedos se distanciam. Isso servirá para medirmos nossa capacidade pulmonar. Cuide para que durante o exercício respiratório não esteja fazendo movimento nem com o abdômen nem com o alto do tórax.

Respiração Superior:
A respiração alta é, sem duvida, a pior forma de respirar que se conhece e exige maiores dispêndios de energia com menor soma de proveito. É muito freqüente nas mulheres porem, em ambos os sexos sempre que há contrações mais ou menos inconscientes dos músculos abdominais como conseqüência de estados de tensão, angustia, etc. Domina-se dilatando a parte alta dos pulmões.

Respiração Completa:
Inspire dilatando o abdômen, continue a mesma inspiração no mesmo ritmo e dilate a parte media afastando as costelas. Continue a mesma inspiração e dilate agora a pane alta dos pulmões. Retenha um pouco Expire de forma inversa, solte o ar da parte alta, depois da parte média e por fim da parte baixa do tórax.

 

         
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